Governo adota medidas de estímulo em pacote de R$2,7 bi

Com o objetivo de garantir mais estímulo à economia brasileira, o governo anunciou nesta segunda-feira medidas para incentivar os setores automotivo e de bens de capital, além do consumo em geral.

REUTERS

21 Maio 2012 | 19h32

A renúncia fiscal é estimada em 2,1 bilhões de reais até agosto, além de um dispêndio de pouco mais de 600 milhões de reais pelo governo para subsidiar juros menores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O pacote também prevê acordo com os bancos, na redução de juros e aumentos nos prazos de financiamento.

Entre outros, foram anunciadas reduções das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos e juros menores em linhas do BNDES voltadas a bens de capital.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, ainda, a redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2,5 para 1,5 por cento nas operações de crédito voltadas a pessoas físicas. Haverá também reduções nos compulsórios bancários, que serão explicadas pelo Banco Central ainda nesta noite.

Segundo Mantega, a crise internacional tem segurado uma expansão mais robusta da economia brasileira e, por isso, o governo precisa agir.

"Exige esforços redobrados para manter a taxa de crescimento", afirmou ele, acrescentando que o país não crescerá 4,5 por cento neste ano, como previsto antes. "Mas vamos crescer mais do que em 2011 (quando a expansão foi de 2,7 por cento)."

Mantega disse que as medidas de incentivo não vão pressionar a inflação. Ao contrário, ele defendeu que elas têm efeito deflacionário..

"É possível que haja aumento do crédito sem que haja necessariamente aumento do endividamento das famílias", acrescentou.

Segundo Mantega, os bancos públicos estão muito saudáveis, sem ativos podres que precisem ser administrados.

(Reportagem de Thiago Pariz e Luciana Otoni; Texto de Patrícia Duarte)

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