Governo atuará no mercado de milho, apoiando regiões com déficit

O governo federal vai atuar no mercado de milho para garantir o abastecimento em regiões onde há déficit do produto no Sul, Sudeste e Nordeste do país, anunciou nesta segunda-feira o Ministério da Agricultura, em meio a uma escalada de preços.

Reuters

23 de julho de 2012 | 19h36

A operação inclui compras do produto, mas a quantidade e a forma da aquisição serão definidas junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a equipe econômica, segundo uma nota do ministério, sem dar mais detalhes.

O Brasil, impactado pelos mercados internacionais, registra preços recordes da commodity nos últimos dias. Nesta segunda-feira, o indicador Cepea/Esalq com base em Campinas bateu a marca de 31,18 reais por saca de 60 kg, acumulando alta de mais de 30 por cento em um mês.

Os elevados preços prejudicam produtores que dependem do milho para a ração dos animais.

O Brasil colhe uma segunda safra recorde do cereal, mas várias regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde não se planta milho no inverno, tiveram quebra de safra com a estiagem no verão, diminuindo a oferta do produto nos mercados locais, segundo analistas.

A decisão de compra por parte do governo foi anunciada após reunião com representantes do setor produtivo, nesta segunda-feira, em Brasília.

"Com essa medida atenderemos a demanda emergencial do mercado. É importante o país saber que não faltará milho", disse o secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, através de nota.

(Por Gustavo Bonato)

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