Governo de SP lança programa para a 1.ª infância

O governo de São Paulo lançou nesta quarta-feira um programa de atenção a crianças de até 3 anos. Chamado de "SP pela Primeiríssima Infância", ele reúne novo protocolo clínico para os bebês, oferta de cursos de especialização em desenvolvimento infantil para os médicos e agentes de saúde e um caderno com informações sobre cuidados nesta fase da vida para os pais.

TIAGO DANTAS, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 08h53

O governo do Estado pretende investir R$ 5,5 milhões até o fim de 2013. Inicialmente, o programa será levado para 41 cidades do Estado. O objetivo da Secretaria Estadual de Saúde é que seja estendido a todas as cidades paulistas nos próximos anos, por meio de parcerias com a sociedade civil. Um convênio foi firmado com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, referência no atendimento infantil.

"Estudos recentes mostram que uma criança bem-atendida no início da vida tem menos chances de abandonar a escola e de se envolver com drogas e crimes", disse o diretor-presidente da fundação, Eduardo de Campos Queiroz. "Um começo de vida mais adequado, com oportunidades mais justas, fará toda a diferença para essas crianças", disse a coordenadora de Saúde da Criança do Estado, Sandra Regina de Souza.

Mudanças

O novo protocolo clínico, que será usado pelos médicos ao atender crianças de até 3 anos, foi desenvolvido a partir de estudos de profissionais do Instituto da Criança do Hospital da Clínica e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A secretaria trabalha agora no desenvolvimento de cursos à distância para os profissionais que participarão do novo programa.

Pais que forem atendidos pelo programa receberão o Caderno da Família, um livreto com informações sobre as fases de vida do bebê, vacinas que deve tomar, alimentação, além de cuidados que os responsáveis devem ter com o sono e o choro. "Essa ideia é uma revolução das fraldas", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao apresentar o programa. "Mais que reduzir a mortalidade infantil, queremos que a criança se desenvolva melhor." Segundo Alckmin, a mortalidade infantil no Estado caiu, na última década, de 18 mortes por mil nascidos vivos a 11,5 mortes por mil nascidos vivos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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