Governo de SP quer que empresas cuidem de piscinões

Uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 20 anos, lançada para consulta pública nesta quinta-feira pelo governo do Estado, prevê a criação de um centro de monitoramento eletrônico antienchente e a construção de sete piscinões, além da privatização da manutenção de mais 38. Previsto para terminar em 2018 e orçado em R$ 932 milhões, o plano aumentará o armazenamento de água de 9,8 milhões de m³ para 14,1 milhões de m³ na Grande São Paulo.

ARTUR RODRIGUES, Agência Estado

24 de agosto de 2012 | 11h17

Todos os reservatórios serão controlados de uma mesma sala operacional. Nesse espaço será possível abrir e fechar as comportas, além de fazer o diagnóstico em tempo real da situação. "Hoje, isso é feito de forma isolada. O centro operacional vai operar remotamente 45 piscinões. Haverá uma visão integrada de todo o sistema", afirma o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni. A criação da central e a instalação de comportas e automação devem consumir R$ 210 milhões.

Outra exigência da PPP é a reforma de 30 piscinões e a manutenção dos reservatórios estaduais pelo consórcio escolhido. A quantia que as empresas receberão está diretamente relacionada à capacidade de armazenamento mantida. "Se, eventualmente, a empresa que estiver à frente da PPP por qualquer falha não mantiver a capacidade na sua totalidade, isso será penalizado pelo fator de desempenho previsto no edital", diz Giriboni.

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) estima que haverá economia de até 22% nos custos de limpeza e manutenção dos piscinões. Após anos abandonados pelas prefeituras, o departamento assumiu no ano passado a manutenção dos reservatórios da região metropolitana, a um custo de R$ 29 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Tudo o que sabemos sobre:
piscinõesPPPSP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.