Governo de SP rebate críticas de entidade de delegados

O governo de São Paulo rebateu na tarde de hoje as críticas de representantes dos delegados de polícia que afirmaram estar insatisfeitos com o reajuste concedido hoje pela administração estadual. Com base em dados da Secretaria de Segurança Pública, o governo rechaçou a informação da presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adpesp), Marilda Aparecida Pinheiro, de que a cada 15 dias um delegado deixa a profissão. "São Paulo contratou um delegado a cada três dias nos últimos cinco anos", argumentou o governo paulista.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agência Estado

14 de julho de 2011 | 18h32

A administração de Geraldo Alckmin alega também que a rotatividade é natural no funcionalismo público. "Esse é um fenômeno que acontece em todos os Estados do Brasil", destaca o governo, lembrando que está em andamento, conforme afirmou o governador no anúncio do reajuste salarial dos policiais, hoje no Palácio dos Bandeirantes, concurso para preenchimento de 140 vagas de delegado, com um número de inscritos que chega a 27 mil.

Em um contraponto às informações sobre os dados de salário dos delegados de polícia, obtidas na Polícia Civil, o governo paulista afirma que apenas 5% do total de 3.197 delegados do Estado recebem R$ 5.874 (incluídos salário base e adicionais) por mês e que essa classe (denominada 4ª) será extinta. A partir disso, o piso passará para R$ 6,6 mil. Além disso, a administração estadual informa que a remuneração média para a categoria de delegados é de R$ 9 mil.

Tudo o que sabemos sobre:
segurançapolíciareajusteAlckminSP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.