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Governo deve esperar para mudar diretoria do BB

No Banco do Brasil, a ideia é esperar a “poeira baixar” para a troca das três vice-presidências da instituição que são ocupadas por indicações políticas. O objetivo é evitar desagradar as legendas com as escolhas antes da votação final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Os partidos, porém, fazem pressão. O ex-senador Osmar Dias, do PDT, deixou as áreas de Agronegócio e Micro e Pequenas Empresas do banco no dia 11, e o cargo já é cobiçado entre os partidos da base. O ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, do PSD, já fez chegar ao presidente Temer que quer indicar o substituto. 

Murilo Rodrigues Alves / BRASÍLIA, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2016 | 17h00

O ex-deputado federal João Maia (RN), da cota do PR, assumiu, em abril, a vice-presidência de Infraestrutura, após a renúncia do ex-ministro dos Transportes César Borges. Como o PR faz parte da base aliada do governo Temer, a expectativa é que a vaga permaneça com o partido. 

Já o vice-presidente Júlio Cezar de Oliveira, ligado ao PT, é da cota pessoal do ex-presidente do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, e deve deixar o banco na dança das cadeiras.

O presidente do BB, Paulo Caffarelli, disse ao ‘Estado’ que já tem alguns nomes em mente, mas não tem pressa para mudar a diretoria porque quer analisar com muita calma, juntamente com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a nova equipe será formada por servidores de carreira do banco, com poucas exceções. Do quadro atual, com a saída de Dias, apenas Maia não é funcionário do BB. 

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