Governo deve renunciar após acordo sobre comissão eleitoral na Tunísia

Dirigentes islâmicos da Tunísia estão se preparando para renunciar nos próximos dias para dar lugar a um gabinete interino quando o governo e os partidos da oposição chegarem a um acordo sobre a composição de uma comissão eleitoral, disseram mediadores nesta terça-feira.

Reuters

07 de janeiro de 2014 | 20h41

Três anos depois que uma revolta popular derrubou o presidente autocrático Zine al-Abidine Ben Ali, a Tunísia está na fase final de sua transição para a democracia plena, depois de meses de impasse entre islâmicos e partidos seculares.

No ano passado, depois que uma crise política eclodiu, o atual partido governista, o islâmico Ennahda, concordou em entregar o poder a um governo interino quando uma nova Constituição for concluída, uma comissão eleitoral nomeada e uma data para as eleições definida.

Na semana passada, a Assembleia Nacional da Tunísia começou a votar as partes finais da nova Constituição, e os partidos tentavam nesta terça-feira diminuir as diferenças sobre a composição da comissão eleitoral que supervisionará a eleição ainda neste ano.

Mediadores liderados pelo poderoso sindicato UGTT disseram nesta terça-feira que o primeiro-ministro, Ali Larayedh, expressou sua disposição de renunciar assim que houver um acordo sobre os nove membros da comissão eleitoral.

"Se as partes chegarem a um acordo, a entrega (do governo) ocorreria nos próximos dois dias", disse o vice-líder do UGTT, Bou Ali Mbarki.

Os partidos já nomearam um novo primeiro-ministro de transição, Mehdi Jomaa, um engenheiro e ex-ministro que irá apontar um gabinete não-político para governar a Tunísia até o pleito.

(Reportagem de Aziz El Yaakoubi)

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