Governo do Rio prepara operação no morro do Alemão

O clima é de espera nas favelas do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Quatro meses depois da ocupação pela polícia das comunidades dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho, dezenas de homens da Força Nacional de Segurança e da Polícia Militar se revezam 24 horas para revistar, se acharem necessário, quem entra e sai da favela, em 25 pontos diferentes. Armas não circulam mais à vontade. Mas o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, diz que vai manter o cerco. ?Ainda temos muito trabalho. Estamos levantando dados e preparando uma nova operação.?Esse é o maior medo dos moradores. De que haja outra grande operação como a que foi feita há dois meses, com 1.350 policiais. Em 27 de junho, o tiroteio durou sete horas e deixou 19 mortos e nove feridos. Não houve mais incursões como aquela. Mas a guerra não acabou.?A vida continua porque não tem outro jeito. Os moradores precisam trabalhar, pagar conta, ir à padaria. Mas sentimos aquele medo de que aconteça de novo?, diz Renato dos Santos, da Associação dos Moradores do Itararé.O presidente da Associação de Moradores da Grota, Wagner Nicacio, o Bororó, reclama do clima de tensão. ?Ninguém vive em paz sabendo que a qualquer momento pode acontecer de novo.?Na época da operação, o governo do Estado prometeu uma série de ações sociais na favela com ajuda de recursos do PAC. As obras estão marcadas para outubro. ?Mas até agora não apareceu ninguém aqui para explicar o que eles vão fazer.? Bororó reclama também da Telemar, empresa de telefonia que alega falta de segurança e não entra na favela para consertar telefones. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Agencia Estado

02 de setembro de 2007 | 10h00

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