Governo do Sudão do Sul e rebeldes assinam acordo de cessar-fogo

O governo do Sudão do Sul e os rebeldes assinaram um acordo de cessar-fogo nesta quinta-feira para encerrar mais de cinco semanas de combates que dividiram a mais nova nação da África e a deixaram à beira da guerra civil.

Reuters

23 de janeiro de 2014 | 19h07

Os confrontos entre tropas leais ao presidente, Salva Kiir, e as que apoiam o vice-presidente que ele demitiu em julho, Riek Machar, irromperam em meados de dezembro.

Milhares de pessoas foram mortas e mais de meio milhão abandonou suas casas, o que levou uma entidade regional de nações, a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad, na sigla em inglês), a iniciar conversações de paz.

A previsão é de que o pacto entre em vigor 24 horas depois da assinatura, disseram mediadores.

Mas fazer com que o cessar-fogo seja cumprido será um teste para Machar, cujas forças incluem seus partidários, mas também grupos mais autônomos que combatem as tropas do governo central.

"A crise que tomou conta do Sudão do Sul é uma mera manifestação dos desafios que a nação jovem e inexperiente enfrenta", declarou o mediador-chefe do Igad, Seyoum Mesfin, na cerimônia da assinatura.

"Acredito que os desafios do pós-guerra serão maiores do que a própria guerra. O processo será... imprevisível e delicado."

(Reportagem de Aaron Maasho)

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