Governo do Uruguai deve iniciar venda de maconha em farmácias em março

O secretário da Junta Nacional de Drogas do Uruguai, Julio Calzada, disse na quarta-feira que a comercialização de maconha em farmácias pode começar em março e não no fim do ano, como antes previsto.

REUTERS

27 Novembro 2014 | 09h47

O país conta há quase um ano com uma lei que regula o plantio e venda de maconha para combater o narcotráfico, mas não conseguiu implementá-la em sua totalidade por diversas dificuldades, decorrentes da falta de antecedentes no mundo.

"Será no fim deste período (político), início do próximo", disse Calzada a jornalistas, em referência à data em que entrará em vigor a disponibilização de até 40 gramas mensais de maconha a cada usuário registrado em uma lista oficial para se ter acesso ao produto. O país vai às urnas neste domingo para eleger um novo presidente.

As autoridades do país haviam dito que a venda nas farmácias ocorreria a partir de novembro ou dezembro, mas o processo está atrasado porque ainda não foram concedidas as licenças aos produtores privados.

O país já conta com 1.200 autocultivadores registrados e outros 300 que formam parte de clubes de fumadores, as outras duas modalidades previstas na lei que concede acesso à maconha.

Estima-se que existam no Uruguai cerca de 150.000 consumidores de maconha.

(Reportagem de Malena Castaldi)

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