Governo dos EUA admite promover concordata da GM se necessário

O governo dos Estados Unidos facilitaria a concordata da General Motors Corp, como fez com a Chrysler, se seus planos de reestruturação não obtiverem resultados neste mês, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, nesta sexta-feira.

REUTERS

08 de maio de 2009 | 21h21

"Há várias formas de conseguir isto. Vocês viram o que fizemos no contexto da Chrysler como uma forma de fazê-lo e se for necessário no caso da GM, nós o faremos", disse Geithner em entrevista. "Mas ainda não estamos na situação em que precisemos tomar esta decisão."

Geithner disse ainda em outra entrevista à rede de televisão norte-americana PBS que o governo está "bem confiante agora que conseguiremos pensar em algo" que possibilitaria a sobrevivência e viabilidade da GM.

A montadora tenta reestruturar seus negócios até o prazo imposto pelo governo de 1o de junho, mas recentemente encontrou mais obstáculos com credores sobre uma proposta de troca de capital, e com sindicatos sobre possíveis cortes na produção.

Analistas creem que os problemas da GM são muito complexos para serem superados sem passar por uma concordata ou falência, e o diretor-executivo da empresa, Pritz Henderson, já afirmou que a montadora entraria com o pedido se não conseguisse atingir os objetivos necessários.

(Reportagem de David Lawder e John Crawley em Washington e Poornima Gupta em Detroit)

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