Governo e concessionária do Maracanã acertam modernização de arenas de atletismo e natação

Depois de muitas negociações e protestos, o governo do Rio de Janeiro e a concessionária que administra o Maracanã chegaram a um acordo que prevê a manutenção do estádios de atletismo Célio de Barros e do parque aquático Julio De Lamare que serão modernizados, informou o Governo do Estado nesta segunda-feira.

Reuters

06 de janeiro de 2014 | 19h46

Inicialmente, o contrato de concessão previa a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do estádio aquático Julio De Lamare. A concessionária construiria nos dois locais estacionamentos e lojas comerciais.

Em contrapartida , teria que investir recursos na construção de um novo estádio de atletismo e um novo parque aquático fora do complexo do Maracanã.

Depois de uma onda de protestos e manifestações populares, algumas até terminaram em confusão e detenções, o governo do Rio voltou atrás e abriu uma negociação com a concessionária para fazer ajustes no contrato de concessão.

As negociações começaram no segundo semestre do ano passado e foram concluídas nesta segunda feira. A privatização do Maracanã causou um enorme desgaste político para o governador Sérgio Cabral (PMDB), que ameaçou cancelar o contrato em meio a onda de protestos contra a concessão.

"As modificações realizadas pelas partes não alteram em nada o objeto principal do contrato, mas apenas algumas obrigações incidentais. Não houve também alteração do valor da contraprestação da concessionária pela concessão do Maracanã", informou o governo do Estado em nota oficial.

A previsão é que o parque aquático Julio De Lamare receba as partidas de pólo aquático nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. O Maracanã será o estádio da final da Copa do Mundo que será disputada neste ano no Brasil.

O aditivo de contrato firmado nessa segunda-feira também excluiu a previsão de demolição do Museu do Índio, que fica ao lado do complexo do Maracanã e que abrigava uma aldeia indígena até o ano passado.

A desocupação ocorreu com uso da força por parte dos policiais e cercada de protestos que acabaram em detenções e ferimentos.

O Maracanã foi remodelado para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo. As obras custaram cerca de 1,2 bilhão de reais

O governo licitou o estádio no ano passado e o consórcio vencedor é formado pelas empresas Odebrecht, IMX --pertencente ao grupo EBX, do empresário Eike Batista-- e pela empresa internacional AEG. O contrato tem duração de 35 anos.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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