Governo enviará 50 homens da Força Nacional para AL

A ajuda do governo federal chegou depois de o Estado estar há mais de seis meses mergulhado em uma crise

Ricardo Rodrigues, Agencia Estado

25 de março de 2008 | 15h40

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta terça-feira, 25, em Maceió, que o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é implantar um plano de Segurança Pública para vencer a luta contra a violência no Rio de Janeiro e em Alagoas. "Vamos quebrar paradigmas na luta contra a bandidagem nesses dois Estados", prometeu o ministro. Ele anunciou a transferência, em dez dias, de cerca de 50 agentes da Força Nacional de Segurança para reforçar o combate à criminalidade em Alagoas. Veja também:Agentes penitenciários paralisam atividades em Alagoas A ajuda do governo federal só chegou depois de mais de seis meses de problemas na segurança pública alagoana. A crise de segurança que assola o Estado derrubou até o secretário de Defesa Social, responsável pela administração das polícias. Os índices de criminalidade em Alagoas não pararam de crescer desde o início do governo Teotônio Vilela. A crise na segurança pública, durante sua gestão, levou o próprio governo a decretar, antes do Carnaval, 'situação de perigo iminente', devido à paralisação e da ameaça de paralisação dos delegados e peritos criminais, que estão sem recolher corpos à noite, porque não recebem adicional noturno. "O presidente Lula aumentou este ano em R$ 1,3 bilhão os recursos para a Segurança Pública, em relação ao Orçamento Geral da União em 2007, para que possamos vencer a guerra contra o crime organizado, a violência e a corrupção no Brasil", afirmou Genro, em seu discurso durante a cerimônia de posse do novo secretário de Defesa Social de Alagoas, o delegado aposentado da Polícia Federal Paulo Rubim. Para Genro, dizer que esse aumento de recursos para a segurança é fruto de jogada eleitoral é cometer uma "heresia política". O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que também participou da cerimônia, disse que a mudança no setor da Segurança Pública de Alagoas foi uma exigência da sociedade, "que já não suporta mais conviver com tanta violência no Estado". O governador chegou a citar a luta contra o cangaço para se referir à necessidade da união de todas as forças policiais para vencer o crime organizado e a impunidade no Estado. 

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