Governo espera até maio para decidir se reduz superávit primário

O governo deve esperar até o final de maio para definir eventuais cortes na meta de superávit primário para 2009, disse uma fonte da Presidência da República.

REUTERS

27 de março de 2009 | 19h42

"Vamos esperar os próximos dois resultados da arrecadação para decidirmos", disse a fonte à Reuters, nesta sexta-feira, sob condição de anonimato .

O objetivo, explicou, é observar o comportamento da arrecadação federal para, então, definir a conveniência de o governo explicitar a intenção de fazer uma economia menor este ano.

Nos primeiros dois meses do ano, a arrecadação federal caiu 9 por cento em termos reais frente a 2008. Nos 12 meses até fevereiro, o superávit primário ficou em 3,58 por cento do Produto Interno Bruto, abaixo da meta para o ano de 3,8 por cento.

A equipe econômica já sinalizou que pode usar a prerrogativa de levar a meta a 3,3 por cento do PIB, direcionando gastos equivalentes a 0,5 ponto do PIB para investir em projetos prioritários, o chamado PPI.

A legislação brasileira já prevê essa margem de corte desde 2005, mas nunca foi utilizada pelo governo, sempre acima do alvo fiscal.

"Não precisamos ficar em 3,3", completou a fonte. "Se precisar, vai a menos do que isso."

Muito polêmico no passado, o debate sobre redução da meta primária está cada dia mais pacificado. O argumento recorrente do governo é de que a trajetória de queda da Selic está criando o ambiente necessário para eventuais cortes da meta fiscal.

(Por Natuza Nery)

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