Governo estuda fundir instituto com agência espacial

Marco Antonio Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), avalia que o programa espacial do País está muito pequeno para o tamanho do Brasil. Ele diz que a agência não tem um corpo técnico e, para melhorar a situação, uma das saídas é a fusão da AEB e do Inpe. Seria uma forma de dar mais eficiência ao programa sem aumentar tanto os gastos. Com a fusão, no entanto, a parte do Inpe que cuida do ambiente poderia ficar deslocada.

Afra Balazina, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2011 | 00h00

Raupp, que já foi diretor do Inpe e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lista os avanços que o programa espacial precisa fazer. Ele lembra que os satélites usados pelo Inpe para monitorar o desmatamento na Amazônia hoje não conseguem ver através das nuvens e seria importante o desenvolvimento de satélites com sensores de radar.

A Agência Nacional de Águas (ANA) também precisa de satélites mais modernos para fazer a gestão de bacias - ela utiliza um de 18 anos atrás. "Também não temos satélite próprio para a área de meteorologia", diz.

O atual diretor do Inpe, Gilberto Câmara, aceita a ideia da fusão. Mas faz ressalvas. "Queremos uma fusão com a AEB com a perspectiva de fortalecer o Inpe. O órgão final deve se chamar Inpe." O debate sobre o futuro do programa espacial passa, diz ele, sobre quanto o País está disposto a investir. Para concretizar as missões previstas, como lançamento dos satélites em 2015 e 2016, será preciso dobrar o orçamento até 2014.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.