Governo pode trazer outro grupo de cubanos, diz Padilha

Ministro participou em São Paulo de aula inaugural do curso de preparação para profissionais do Mais Médicos

GABRIELA LARA, Agência Estado

18 de novembro de 2013 | 14h41

SÃO PAULO - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira, 18, que o governo pode trazer outro grupo de médicos de Cuba para atuar no Brasil. De acordo com Padilha, o principal objetivo é alcançar a meta de ter 13 mil profissionais (brasileiros ou estrangeiros) atuando no Programa Mais Médicos até março de 2014, o que supriria a demanda das cidades inscritas. "O que move o Ministério da Saúde é garantir atendimento aos milhões de brasileiros que vivem em cidades ou bairros que hoje não têm médicos", afirmou, após participar de aula inaugural do curso de preparação destinado a 300 médicos cubanos em São Paulo.

Os profissionais fazem parte de um grupo de 3 mil cubanos que desembarcaram no País nas últimas duas semanas para ocupar vagas ociosas da segunda etapa do Mais Médicos. Outros recém-chegados recebem treinamento em Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e Vitória. Com o novo grupo, o número total de médicos do programa passa de 6 mil.

Padilha afirmou que, na primeira semana de dezembro, será aberto a profissionais formados no Brasil e no exterior o edital de inscrição para a terceira etapa do programa. "Muitos médicos brasileiros se formam no mês de dezembro, então, temos uma expectativa positiva. Mas, se for necessário, nós vamos ampliar, sim, o número de médicos da parceria com Cuba", disse.

Ele acrescentou que o interesse não se restringe a Cuba. "Primeiro, vamos ver como será a participação dos médicos brasileiros nessa nova etapa. Se for preciso, nós recorreremos a Cuba e a outros países para garantir a meta de 13 mil médicos. O Ministério da Saúde não vai ficar de braços cruzados. Vamos atrás de qualquer país", afirmou.

Segundo Padilha, os cubanos recém-chegados encontram um ambiente mais tranquilo do que os primeiros participantes vindos da ilha caribenha. "Cada vez mais a população brasileira e mesmo os meus colegas médicos percebem que o programa só leva estrangeiros para os postos de saúde onde não conseguimos médicos brasileiros suficientes para preencher as vagas solicitadas", disse.

São Paulo. Dos 3 mil cubanos que participam da segunda etapa do Mais Médicos, 216 trabalharão no Estado de São Paulo. O ministro da Saúde revelou que ainda haverá reuniões com prefeitos e secretários para definir a distribuição desses profissionais. "Lugares com mais pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) e que estão em situação de pobreza receberão um número maior de profissionais", disse. Uma das prioridades será atender a região do Vale do Ribeira, no sul do Estado. Conforme Padilha, até março, São Paulo deve receber 2,5 mil médicos do programa.

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