Governo quer combater abusos em Copa das Confederações

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, advertiu, na noite nesta segunda-feira, 10, que o Palácio do Planalto vai combater eventuais abusos nos preços das diárias para a Copa das Confederações, torneio teste para a Copa do Mundo, que começa no próximo sábado, 15. Segundo Rebelo, houve reclamações sobre o valor cobrado em algumas reservas e o governo verifica os casos.

RAFAEL MORAES MOURA E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

10 de junho de 2013 | 20h28

"Vamos fazer nesta semana uma reunião com todos os órgãos de vigilância e controle para prevenir qualquer tipo de abuso por parte da rede hoteleira nesse período da Copa das Confederações", disse Rebelo, após participar nesta tarde de encontro no Planalto com sete ministros e representantes da Infraero e das Forças Armadas.

Este será o segundo embate do governo Dilma Rousseff com a rede hoteleira - o primeiro ocorreu no ano passado, em virtude da Rio+20, quando delegações estrangeiras chegaram a anunciar que não viriam mais ao País por conta de valores exorbitantes.

De acordo com o ministro, foram repassadas, durante a reunião, todas as ações previstas nas áreas de defesa, segurança, aquisição de equipamentos, planos de mobilidade e transporte para o período da Copa das Confederações, especialmente para os dias de jogos nas cidades-sede. O evento termina no dia 30 deste mês.

"Concluímos que superamos todas as dificuldades, todos os desafios relacionados com a preparação da Copa, desde a entrega dos estádios, todos foram entregues e testados em eventos. Na área de telecomunicações, há o compromisso explícito das empresas, operadoras de assegurar os serviços com a mais alta tecnologia, a própria Fifa já fez o teste de transmissão de dados, partindo do Rio de Janeiro, e considera que a operação foi bem-sucedida", comentou Rebelo.

Questionado sobre a segurança, o ministro admitiu que, quando se trata de grandes eventos, é "uma preocupação em especial". Ao comentar episódios históricos de competições esportivas abaladas por atentados (como o massacre de atletas israelenses nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, e o atentado na maratona de Boston, em abril deste ano), o ministro frisou que o Brasil tem "adotado todas as medidas para reduzir a exposição ao risco".

"Está em curso uma grande operação ao longo da fronteira brasileira com as Forças Armadas, Polícia Federal, tendo como objetivo ampliar a segurança e reduzir os riscos. Temos todas as condições de oferecer segurança à população, aos convidados, aos atletas", disse Rebelo.

Sobre eventuais problemas com os ingressos da Copa das Confederações, Rebelo desconversou, afirmando que o "responsável pela comercialização dos ingressos é a Fifa, que disse que adotaria todas as providências".

Na avaliação do ministro, a Copa das Confederações já está sendo "um sucesso". "Porque, na medida que entregamos os estádios, preparamos planos operacionais, começamos a receber delegações, turistas, gerando emprego, renda para a população, dinamizando o turismo, acho que isso é uma demonstração de que a Copa das Confederações é um sucesso e a Copa também será um sucesso", disse.

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