Governo quer prorrogar prazo de pagamento do Simples

O governo vai propor ao Comitê Gestor do Simples uma postergação do pagamento do tributo das pequenas e médias empresas por um período de 30 a 60 dias, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira. Segundo Mantega, a medida visa elevar o capital de giro das 3 milhões de empresas que fazem parte do regime simplificado de tributação e estimular, assim, o crescimento da economia. "Nós temos que conversar com o conselho de gestão do Simples no sentido de postergar por 30 a 60 dias o pagamento do tributo de modo que os empresários que estão no simples possam ter capital de giro", afirmou Mantega a jornalistas no Palácio do Planalto. A arrecadação do Simples somou 19,9 bilhões de reais de janeir a outubro. Apenas no mês passado, o recolhimento foi de 2,225 bilhões de reais. A proposta para o Simples foi discutida em reunião de Mantega com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador José Serra (PSDB). O governador tucano disse ser favorável à iniciativa. "É uma medida útil para atuar neste momento anticiclicamente", afirmou Serra a jornalistas. Segundo Mantega, a vontade do governo federal é que a postergação passe a valer para os tributos que vencem em dezembro --os quais só teriam de ser pagos em fevereiro--, mas a mudança ainda terá de ser negociada com governadores e prefeitos. Serra e Mantega disseram ainda que a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil não foi discutida na reunião que eles tiveram no Planalto. "Não tomamos decisão nenhuma nesta reunião porque não cabe à instância política tomar essa decisão", afirmou Serra, ao frisar que as negociações estão em nível técnico. Mantega afirmou que a decisão da aquisição já foi tomada no passado, mas que ainda há detalhes técnicos pendentes, como a definição do valor da operação e das condições em que ela será feita. (Reportagem de Isabel Versiani; edição de Alexandre Caverni)

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