Governo quer recuperar 150 mil km² de pastagens

A recuperação de 150 mil quilômetros quadrados de pastagens degradadas no País - uma vez e meia o tamanho de Pernambuco - é a principal medida para reduzir a emissão de gases-estufa na agricultura, segundo plano em discussão no governo federal. A agricultura é a segunda maior fonte de emissão, depois do desmatamento.

, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

No detalhamento de como cortar cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono até 2020, segundo meta fixada em lei no final de 2009, o governo aposta na adesão do setor privado. Novas imposições legais poderiam impedir que o País captasse verbas internacionais, por meio de mecanismos de mercado, para projetos que começam a ser definidos.

A extensão de terras degradadas a serem recuperadas em dez anos representa a quarta parte da área usada como pastos com baixíssima produtividade no País, segundo o documento a que o Estado teve acesso. O governo já abriu linhas de financiamento para recuperar pastagens degradadas, mas investiga por que os produtores rurais não lançam mão do dinheiro.

Falta definir que regiões do Brasil terão prioridade na recuperação de pastagens. Originalmente, o foco seria dado à Amazônia. O plano setorial da agricultura também prevê elevar a área de reflorestamento em 30 mil quilômetros quadrados, um aumento de 50% da área de florestas plantadas em dez anos.

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