Governo sírio nega responsabilidade em massacre

As autoridades sírias negaram neste domingo responsabilidade no massacre na região Houla que matou pelo menos 109 civis, segundo ativistas.

REUTERS

27 de maio de 2012 | 09h50

O ataque no centro do país foi o mais violento em 14 meses da revolta contra o presidente Bashar Al Assad.

"Mulheres, crianças e idosos foram mortos. Este não é o estilo do heróico Exército sírio", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jihad Makdesi, a repórteres em Damasco.

Makdesi disse que o ataque foi realizado por "terroristas" após combates entre rebeldes e forças leais a Assad.

"Eles (os rebeldes) foram equipados com morteiros e mísseis antitanque...", disse.

Houla é o centro de um grupo de aldeias sunitas localizadas a 20 quilômetros ao norte da cidade de Homs, no núcleo da insurreição contra o regime de Assad.

A área fica perto de uma região habitada por membros da minoria alauíta, à qual pertence Assad, que vem atuando como um centro de apoio ao presidente, de acordo com ativistas.

Ativistas da oposição em Homs disseram que o massacre começou quando as tropas sírias e milicianos leais a Assad dispararam metralhadoras em uma manifestação de força na sexta-feira, matando cinco pessoas.

Os rebeldes responderam atacando duas barricadas das forças de Assad em estradas, disseram ativistas.

Houla foi então foco de um intenso bombardeio, o que resultou inicialmente na morte de 15 moradores.

Os milicianos entraram nas aldeias perto Houla, matando dezenas de homens, mulheres e crianças, disseram ativistas.

(Reportagem de Khaled Yacoub Oweis)

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