Governo vai garantir crédito para geração de empregos, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta segunda-feira que o governo vai agir para assegurar a oferta de crédito para as empresas que geram mais empregos. "Vamos fazer com que as indústrias que produzam e gerem empregos tenham o crédito necessário, para que a gente possa vencer esta batalha", disse Lula em discurso antes de um almoço com oficiais de alta patente das Forças Armadas. O presidente disse estar convencido de que em 2010 a atual crise financeira global será "coisa do passado". "Até porque nenhum presidente vai aguentar mais de um ano com a crise nas costas." Lula reclamou da falta de crédito. "O dinheiro sumiu. Não existe dinheiro para crédito". Lula voltou a dizer que pretende fortalecer o mercado interno para garantir o crescimento da economia, e reclamou do "pânico" disseminado em setores da sociedade. "Tem uma parte da sociedade que está assustada e não quer comprar sequer as coisas elementares, sobretudo em se tratando dos bens duráveis", declarou. Lula ponderou, no entanto, que não está incentivando quem já está endividado a contrair novas dívidas. O presidente afirmou que já passou o tempo em que a União tinha um orçamento que se assemelhava a um "cobertor curto", o qual não tinha capacidade para investir em todos os setores. Lula reafirmou o compromisso de avançar nas discussões do Plano Estratégico de Defesa Nacional, que definirá as diretrizes da reestruturação do Exército, Marinha e Aeronáutica. "Essa é uma festa de Natal que seria, talvez de todas as que eu participei com os senhores, a melhor, porque a economia está crescendo, tem uma crise que se apresenta pela frente e nós saberemos cuidar dessa crise". O plano será apresentado ao Conselho Nacional de Defesa na quinta-feira, e depois será colocado em consulta pública para que os diversos segmentos da sociedade civil participem das discussões sobre o assunto. "Estamos mais seriamente do que nunca, pensando na reestruturação daquilo que é a garantia do nosso país, que são as Forças Armadas", destacou. Reportagem de Fernando Exman

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