Governo vê bom resultado fiscal mas endurece com gastos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que as políticas anticíclicas adotadas pelo Brasil têm dado bons resultados e reafirmou que o país crescerá ao redor de 1 por cento neste ano.

REUTERS

13 Julho 2009 | 20h34

Segundo ele, o país não poderá, por algum tempo, contar com a recuperação das economias avançadas.

"A avaliação que nós fazemos é que as políticas anticrise, as políticas anticíclicas têm dado bom resultado no país, até de maneira superior a outros países emergentes", disse Mantega a jornalistas, após a segunda reunião ministerial do ano.

Segundo Mantega, o Brasil terá um desempenho fiscal em 2009 superior a todos os países do G20, com um déficit nominal em torno de 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

"É um desempenho muito satisfatório (frente ao) tamanho da crise que estamos", comentou.

Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo tem uma margem mínima para ajustes no Orçamento deste ano e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que os ministros respeitem os limites de gastos definidos pela equipe econômica para 2010.

Para o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), deverão ser destinados 22 bilhões de reais no Orçamento de 2010.

"O presidente... determinou que os ministros sigam estritamente o limite de gastos tanto para 2009 quanto para 2010", disse Bernardo.

(Reportagem de Fernando Exman e Natuza Nery)

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