Governos federal e de SP criam agência contra violência

Para combater a onda de violência em São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), definiram nesta terça-feira, após encontro no Palácio dos Bandeirantes, seis áreas de cooperação entre as esferas estadual e federal. Uma das principais iniciativas é a criação de uma agência para coordenar, de maneira integrada, as ações de inteligência das polícias estadual e federal no combate ao crime organizado. "As organizações criminosas não tem fronteiras. É fundamental participarmos juntos", ressaltou o governador. Já o ministro destacou a importância do trabalho conjunto no setor de inteligência: "Não se combate o crime organizado sem inteligência."

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

06 de novembro de 2012 | 16h38

As outras áreas de cooperação entre o governo federal e o de São Paulo envolvem a administração penitenciária - com a possibilidade da transferência de presos para presídios federais -; a contenção do crime organizado por ações empreendidas por vias rodoviária, marítima e aérea; o enfrentamento ao crack; cooperação das polícias científica e pericial, além da criação de um centro de comando dessas ações integradas.

Para detalhar as ações que serão desenvolvidas em conjunto pelos dois governos, uma nova reunião está agendada para a próxima segunda-feira (12), na capital paulista, com representantes do governo estadual e do ministro da Justiça.

José Eduardo Cardozo afirmou que não serão enviadas tropas federais para São Paulo, ressaltando que mais de 130 mil policiais já atuam no Estado. A ação integrada entre as inteligências dos dois governos tem por objetivo a produção de protocolos para "asfixiar financeiramente o crime organizado", ressaltou o ministro da Justiça. "Juntos, os governos estadual e federal são muito mais fortes no combate ao crime organizado", emendou o governador.

Além de Cardozo e Alckmin, participaram do encontro desta terça-feira, no Palácio dos Bandeirantes, os secretários Sidney Beraldo (Casa Civil), Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública) e Lourival Gomes (Administração Penitenciária), além de membros da cúpula das polícias Federal, Militar e Civil e representantes do Ministério Público e da Administração Penitenciária.

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