Grã-Bretanha e França propõem resolução da ONU contra Síria

A Grã-Bretanha e a França apresentarão uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira condenando a repressão síria contra os manifestantes no país, disse o premiê britânico, David Cameron.

REUTERS

08 Junho 2011 | 11h59

"Hoje em Nova York, a Grã-Bretanha e a França apresentarão uma resolução ao Conselho de Segurança condenando a repressão, exigindo a responsabilização e o acesso humanitário", disse Cameron.

"E se alguém votar contra essa resolução ou tentar vetá-la, isso ficará na consciência deles," acrescentou o primeiro-ministro ao Parlamento.

No mês passado, a Grã-Bretanha, França, Alemanha e Portugal compartilharam um esboço da resolução condenando a Síria no Conselho de Segurança da ONU, mas, segundo diplomatas, a Grã-Bretanha estava elaborando uma versão "reforçada".

A Rússia e a China, países com poder de veto, já deixaram claro que não são a favor do envolvimento do conselho na questão.

O esboço que circulou entre os diplomatas no mês passado e não propõe uma intervenção militar.

A Grã-Bretanha e a França endureceram seu tom contra a Síria após 12 semanas de manifestações contra o governo. O secretário das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse na terça-feira que o presidente sírio, Bashar al-Assad, estava perdendo a legitimidade e que deveria reformar o governo ou renunciar.

O ministro do Exterior francês, Alan Juppe, esteve em Nova York durante esta semana liderando a iniciativa para que a Organização das Nações Unidos se posicione sobre a Síria. Ele disse acreditar que uma resolução conseguiria pelo menos 11 dos 15 votos no Conselho de Segurança, e que a votação poderia ser realizada rapidamente.

Cameron disse que havia "informações confiáveis de mil mortes e até 10 mil detenções".

"A violência contra manifestantes pacíficos é completamente inaceitável," afirmou.

(Reportagem de Adrian Croft e Catherine Bremer)

Mais conteúdo sobre:
SIRIA ONU RESOLUCAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.