Grã-Bretanha propõe fertilização in vitro com DNA de três pessoas

O órgão regulador de fertilidade da Grã-Bretanha (HFEA, na sigla em inglês) disse que encontrou apoio público para a realização de fertilização in vitro que permita que bebês possam ser criados com o DNA de três pessoas: dois homens e uma mulher

LONDRES, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 02h05

A técnica seria recomendada para aqueles casais com riscos de transmitir doenças genéticas ligadas ao DNA mitocondrial, como distrofia muscular, epilepsia e problemas no coração.

Segundo a HFEA, mais pesquisas são necessárias, mas não há evidências de que a técnica seja insegura. Os críticos, porém, afirmam que a decisão é uma violação de ética, pois a doação de óvulos já é uma alternativa.

A consulta pública foi feita pela HFEA após pedido do governo. Hoje, a lei britânica proíbe a alteração de um óvulo humano ou de um embrião antes de ele ser transferido para a mulher. Tratamentos desse tipo são permitidos apenas para pesquisa.

As conclusões desse estudo serão apresentadas ao governo. Para que haja mudança, no entanto, é preciso aprovação do Parlamento. Especialistas dizem que as novas técnicas só devem ser usadas daqui a "uma dúzia de anos".

Na Grã-Bretanha, cerca de 1 em 200 crianças a cada ano nasce com "desordem mitocondrial". Quando um método de evitar esses defeitos foi utilizado com sucesso em 2008, manchetes anunciaram que os cientistas haviam criado uma criança com três pais: duas mães e um pai biológicos.

Uma pesquisa semelhante é realizada nos Estados Unidos, onde os embriões também não estão sendo usados para produzir crianças. No Brasil, a Lei de Biossegurança, de 2005, proíbe as práticas de engenharia genética. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.