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Grã-Bretanha quer detalhes antes de reconhecer oposição síria

William Hague pediu que a coalizão defina um plano crível para a transição política e amplie seu apoio entre o povo sírio

Reuters

16 de novembro de 2012 | 12h18

LONDRES - A Grã-Bretanha gostaria de reconhecer formalmente a incipiente coalizão de oposição síria, mas precisa saber mais sobre seus planos, disse nesta sexta-feira, 16, o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague.

A Coalizão Nacional Síria foi formada em Doha no último fim de semana em uma tentativa de unificar o movimento rebelde que tenta derrubar o presidente sírio, Bashar Assad, e assegurar reconhecimento internacional e armas.

A França tornou-se a primeira potência europeia a reconhecer o novo grupo, mas outros países ocidentais estão cautelosos, sobretudo devido à presença de radicais islâmicos entre os rebeldes e acusações de investigadores da ONU de crimes de guerra cometidos por combatentes rebeldes. "Nós gostaríamos de poder, em um estágio inicial, reconhecê-los como o único representante legítimo do povo sírio", disse Hague a repórteres.

"Nós precisamos de suas garantias sobre ser inclusivo a todas as comunidades". O chanceler britânico pediu que a coalizão de oposição defina um plano crível para a transição política e amplie seu apoio entre o povo sírio como condições para o reconhecimento oficial da Grã-Bretanha.

Hague disse que a nomeação de um vice-presidente e a demonstração de um claro compromisso com os direitos humanos também são prioridades urgentes. Estima-se que 38 mil pessoas foram mortas desde o início do levante contra Assad, em março do ano passado.

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