Granada fica cinco dias com carroceiro nos Jardins

Uma granada, apreendida por volta das 21h de ontem pela Polícia Militar, ficou por pelo menos cinco dias em poder um carroceiro, que quase, pela omissão, causa uma tragédia na região dos Jardins, na zona sul de São Paulo.

RICARDO VALOTA, Agência Estado

15 de abril de 2011 | 06h31

Policiais militares do batalhão de área foram acionados pelo Centro de Operações após o segurança de rua Valter Pereira Gonçalves, de 29 anos, comprar o objeto por R$ 1,00 das mãos do carroceiro Odivaldo Nascimento Lisboa, 32, que havia encontrado o artefato na noite do último sábado, 9, dentro de uma pasta marrom de couro, em uma lixeira na rua Clodomiro Amazonas, no Itaim Bibi.

A granada, segundo a polícia, foi deixada pelo segurança embrulhada em folhas de jornal, ao lado de um poste, na esquina da alameda Gabriel Monteiro da Silva com a avenida Brasil. Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), também da PM, se deslocaram até o endereço, recolheram a granada e encaminharam o explosivo para a base do grupo especializado, na Vila Maria, zona norte da cidade, para que seja periciado.

Segundo ainda a polícia, no momento em que o carroceiro encontrou a granada dentro da lixeira havia também ao lado da pasta munições de pistola um pouco mais de R$ 50,00, em dinheiro. A granada ficou guardada na carroça até a noite de ontem, quando o carroceiro resolveu avisar o segurança, que a comprou para poder acionar a polícia.

O carroceiro disse na delegacia que não ligou para a polícia pois achou que poderia se complicar com a justiça; por isso resolveu avisar o segurança, conhecido dele. Segundo Valter, o pino da granada estava enferrujado e temeu que qualquer descuido poderia acionar o explosivo. O caso foi registrado no 78º Distrito Policial, dos Jardins.

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