Granada mata 2 no maior campo de refugiados do mundo no Quênia

Duas pessoas foram mortas nesta sexta-feira por uma granada de mão lançada contra homens mascando folhas de uma popular droga dentro do maior campo de refugiados do mundo, perto da fronteira do Quênia com a Somália, disse uma autoridade local do governo.

Reuters

04 de janeiro de 2013 | 17h52

Os homens alvejados mascavam khat, uma droga leve popular entre somalis, no fim da tarde num restaurante no campo Dadaab, disse o comissário distrital Albert Kimathi.

"Duas pessoas estão mortas. Ainda temos que estabelecer o motivo do ataque e nenhuma prisão foi feita até agora", disse Kimathi.

Bombardeios, tiroteios e ataques com granadas em todo o país fizeram o governo interromper o registro de pedidos de asilo e refúgio em áreas urbanas. Muitos quenianos culpam os somalis por tais ataques.

Uma autoridade queniana disse que mais de 100.000 refugiados devem agora ir a Dadaab, no extremo leste do país. A Anistia Internacional disse que a ordem violou o direito internacional.

A violência tem aumentado no Quênia, a maior economia da região, desde que Nairóbi enviou tropas para a Somália há mais de um ano, elevando o medo de insegurança antes de uma eleição geral em março.

Dadaab abriga quase 500.000 refugiados, a maioria deles somalis que fugiram de mais de duas décadas de guerra e fome.

(Reportagem de Abdisalan Ahmed)

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