Granadas são jogadas contra agentes públicos no Rio

Duas granadas foram arremessadas hoje contra agentes que faziam operação para retirar pessoas da chamada "cracolândia" da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro. Os artefatos explodiram, mas ninguém ficou ferido. Na semana passada, em operação semelhante, uma granada foi jogada contra policiais militares que davam apoio à ação. Ontem, os alvos foram funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas).

TIAGO ROGERO, Agência Estado

03 Junho 2011 | 19h20

A operação foi a primeira após a publicação no Diário Oficial do Município, na última segunda-feira, da regulamentação que determina a "internação compulsória" dos jovens para tratamento médico, mesmo contra a vontade deles ou da família. A medida vale somente para os que, na avaliação de um especialista, estiverem com dependência química.

A promotora de Justiça da Infância e da Juventude, Ana Cristina Macedo, se disse favorável à regulamentação. Segundo ela, a medida não fere o direito de ir e vir dos jovens. "Essas crianças não vem e vão, elas vagam sem destino", disse. "Criança ou adolescente vivendo na rua está em risco, independente de usar droga ou não. O número de entradas e saídas nos centros de tratamento é absurdo e estamos perdendo vidas". De acordo com a Smas, antes da regulamentação, em média 70% dos adultos e jovens recolhidos fugiam dos centros socioassistenciais.

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