WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Gravidez após dois tratamentos frustrados

Viviane engravidou na terceira fertilização in vitro

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

09 Maio 2015 | 18h29

Viviane Sant’ Anna, de 32 anos, precisou superar muitos reveses para chegar ao Dia das Mães com Guilherme nos braços. Namorados de adolescência, ela e o marido, Alan Sant’Anna, sempre compartilharam o desejo de ter filhos. Em 2004, Alan, paraquedista do Exército, foi atropelado na saída para o trabalho e ficou paraplégico. Casaram-se em 2006, mas sabiam que ela não engravidaria naturalmente. Em 2012, começaram a tentar a fertilização in vitro na clínica Origen, uma das mais prestigiadas do Rio. Gastaram R$ 24 mil em empréstimos, em dois tratamentos frustrados. 

“Minhas cunhadas engravidando, minhas amigas, até uma colega de trabalho que dizia que não queria ser mãe de jeito nenhum teve filho, e só eu não conseguia. Ficava triste no Dia das Mães”, lembra Viviane, que é assistente social e cogitava a adoção. Achava que fertilização era “coisa para rico” (restam R$ 20 mil a pagar à clínica). 

O marido a convenceu a tentar uma terceira vez. “Quando eu vi o exame positivo, chorei como nunca. Mas tive de ouvir da médica para acreditar”, ela conta, enquanto amamenta Guilherme. “Durante a gravidez, pensava que podia não conseguir chegar até o fim. Meu filho tem uma semana de vida, olho para ele no berço e penso: isso está acontecendo mesmo?”

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