Greenpeace adverte para riscos químicos em vibradores

A organização ambientalista Greenpeace do México advertiu nesta sexta, dia 8, sobre a presença de substâncias tóxicas em brinquedos sexuais como consoladores e vibradores comercializados no país.Os ativistas afirmam em comunicado que o risco de encontrar amaciantes tóxicos em brinquedos sexuais vendidos no México é muito maior que na Europa, "já que não há nenhum controle sobre o uso de substâncias tóxicas".Os agentes tóxicos cuja possível presença é denunciada são os "ftalatos" (químicos que flexibilizam e suavizam o policloreto de vinila, PVC), que não são biodegradáveis e podem ser prejudiciais até mesmo em quantidades muito pequenas, segundo a organização.Os ecologistas baseiam sua advertência em um estudo realizado na Holanda, onde foram encontradas altas concentrações destes agentes em sete de oito brinquedos sexuais analisados.O Greenpeace do México pede que seja criada uma legislação para evitar que substâncias químicas tóxicas ponham em risco a saúde das pessoas e, neste caso, sua sexualidade.A UE proibiu em 2005 o uso de "ftalatos" nos brinquedos infantis por causa de sua toxicidade, o que levou a indústria de brinquedos a procurar substitutos não prejudiciais para a saúde, segundo os ativistas.Em 1998, a Secretaria (Ministério) de Saúde mexicana emitiu uma recomendação para que se evite a importação, produção e comercialização de brinquedos de PVC flexível por considerá-los altamente prejudiciais, acrescenta o comunicado.Uma pesquisa realizada no México em 2004, citada na nota dos ecologistas, afirma que 9,5% dos mexicanos já usaram alguma vez brinquedos sexuais.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2006 | 08h05

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