Greenpeace faz protesto contra a Bayer em São Paulo

Cerca de 30 ativistas do Greenpeace realizaram na manhã desta terça-feira uma manifestação em frente a uma empresa do Grupo Bayer, na Avenida Nações Unidas, na zona sul de São Paulo. O protesto era contra um pedido feito pela companhia à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio - para que seja liberado comercialmente um tipo de semente de milho transgênico no Brasil.De acordo com a Rádio Eldorado, os manifestantes ocuparam um jardim em frente à empresa e, vestidos de macacão amarelo e usando máscaras de oxigênio, fizeram uma simulação de uma plantação de milho. De acordo com o Greenpeace, o cultivo de sementes transgênicas, além de trazer prejuízos à saúde, também provoca danos ao meio ambiente.A coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace, Gabriela Vuolo, afirmou, por outro lado, que a Bayer tem interesses comerciais na liberação da semente transgênica. Para ela, as empresas de biotecnologia tentam vender a idéia de que suas produções são mais eficientes. "Elas dizem que vai ser mais produtivo, porém não é o que ocorre", afirma. "Esse milho, por exemplo, foi fabricado para ser resistente ao agrotóxico. Então, a Bayer vende o seu milho, patenteado, e vende o agrotóxico também".Sobre os problemas à saúde e ao meio ambiente, Gabriela falou que, entre outros males, o milho transgênico pode provocar náusea, diarréia, nascimento de fetos prematuros e até mesmo abortos. A CTNBio vai analisar nesta quarta o pedido feito pela Bayer sobre a liberação das sementes.

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