Greenpeace quer que Filipinas declare estado de catástrofe após vazamento

O grupo ecológico Greenpeace insiste que o governo das Filipinas estabeleça como zona de catástrofe algumas áreas do estreito de Guimarães, cerca de 550 quilômetros ao sul de Manila, onde um petroleiro afundou com 2,1 milhões de litros de petróleo.Segundo o comunicado divulgado neste domingo pelo grupo ecológico, desde o afundamento do petroleiro "Solar I", no último dia 11, fretado pela companhia filipina Petron Oil Company, mais de 200 mil litros de pertóleo já foram derramados no mar."Isso corresponde a apenas 10% do petróleo contido no navio, mas já atingiu uma área ampla e a destruição é extensa. O governo filipino deve declarar rapidamente o estado catastrófico nas comunidades afetadas", afirmou Beau Baconguis, um dos membros do Greenpeace.O navio da ONG, o "My Esperanza" chegou ao estreito de Guimarães, nas Filipinas no último dia 15 como parte de sua viagem mundial "Defendendo nossos Oceanos". Segundo cientistas e analistas, os mangues da região estão totalmente cobertos de combustível e já mostram sinais de possível destruição."Este vazamento de petróleo tem um impacto profundo no meio ambiente e no povo. Embora a poluição observável possa ser limpa até certo ponto, os efeitos tóxicos a longo prazo podem matar os mangues e os corais, atingindo a rica biodiversidade da área", disse a cientista britânica Janet Cotter, a bordo do "My Esperanza".O Greenpeace também recomendou ao governo que obrigue a Petron Oil Company a conter o vazamento de sua carga e que a empresa seja responsabilizada pelos danos causados pelo vazamento, o maior ocorrido na história do país.

Agencia Estado,

20 de agosto de 2006 | 11h56

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