Greve de policiais é menor que anunciada, diz prefeitura

Segundo nota divulgada hoje pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a paralisação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) não ocorre nas proporções divulgadas pelos grevistas. De acordo com o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguarda), 800 guardas - cerca de 70% do efetivo da categoria - aderiram à greve. A nota da prefeitura afirma que o comando da guarda efetuou remanejamento de efetivo para reforçar as regiões mais vulneráveis, incluindo a ronda escolar e a fiscalização no Centro.

MAÍRA TEIXEIRA, Agencia Estado

26 Agosto 2009 | 20h58

No entanto, ontem à noite, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que a Procuradoria do Município solicitou à Justiça a decretação da ilegalidade da greve da GCM. Segundo o Secretário de Finanças do Sindguarda, Clóvis Roberto Pereira, a greve não é ilegal. "Estamos mantendo parte do efetivo na ativa. Se a greve fosse ilegal, a Justiça já teria determinado a nossa volta", ressalta.

A Secretaria reitera ainda na nota "que o diálogo com a corporação sempre esteve aberto, inclusive para informação sobre os investimentos, projetos e propostas em andamento para a melhoria e a valorização da Guarda Civil Metropolitana e seus profissionais, além do que já foi implementado." A secretaria foi procurada para verificação da porcentagem de grevista, mas não foi encontrada.

Os guardas civis metropolitanos estão em greve desde às 0h desta terça e pedem reajuste de salário-base, aumento do porcentual de gratificação para 140% - o índice atual é de 60% -, a implementação do plano de estruturação de carreiras e melhores condições de trabalho e higiene.

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