Greve de rodoviários perde força no Recife

Depois de seis dias, o movimento grevista dos rodoviários (motoristas, cobradores e fiscais) da Região Metropolitana do Recife perdeu força neste sábado. Desde a noite da última sexta-feira muitos dos profissionais, com receio das demissões que estão sendo feitas pelas empresas operadoras, retornaram ao trabalho, enfraquecendo a paralisação.

MONICA BERNARDES, Agência Estado

06 de julho de 2013 | 10h57

Respaldadas numa decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6), que decretou a ilegalidade da paralisação, os empresários iniciaram as demissões, e na sequência novas contratações, na noite da última quinta-feira.

O Sindicato dos Rodoviários - que enfrenta uma dissidência interna e vem realizando mobilizações paralelas à do órgão classista - garante que a greve está mantida, apesar do visível aumento de coletivos nas ruas.

Acuadas, as lideranças tanto da atual direção do sindicato quanto da oposição tentam reabrir um canal de negociações com os patrões na tentativa de evitar novas demissões. "A greve não acabou. Não vamos ceder às pressões. Exigimos garantias de que não haverá retaliação e que os demitidos serão recontratados. Nosso movimento é legítimo e tem o apoio da população", destacou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Patrício Magalhães.

No julgamento do dissídio da categoria, na última terça-feira, o TRT fixou, por 11 votos a 3, o reajuste de 7% para a categoria, que passa a ter piso salarial de R$ 1.605 (motorista), R$ 1.037 (fiscal) e R$ 738 (cobrador). Os valores anteriores eram R$ 1.500, R$ 970 e R$ 690, respectivamente.

Mais conteúdo sobre:
Recifegreve

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.