Greve dos Correios termina em seis Estados e no DF

Acordo com governo prevê prorrogar por três meses o pagamento do abono emergencial de 30% sobre o salário

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

03 de abril de 2008 | 21h14

A greve dos Correios já foi suspensa em seis Estados e no Distrito Federal, segundo informações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Em assembléias realizadas nesta quinta-feira, 3, os funcionários dos Correios em São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Amazonas, além do DF, decidiram voltar ao trabalho. Nos outros Estados, como Rio Grande do Sul e Bahia, os carteiros ainda continuam em greve e só decidirão nesta sexta se encerram a paralisação.  Veja também:  Memória das greves dos Correios desde 1988Segundo a assessoria dos Correios, continuam suspensos os serviços de entrega com hora marcada, como o Sedex-10, o Sedex-12 e o Disque-coleta. A empresa informou ainda que decidiu abonar as faltas de quem voltou ao trabalho até as 18 horas de hoje. Mas não pagará os dias parados para quem continuar em greve a partir de amanhã. O governo propôs prorrogar por três meses o pagamento do abono emergencial de 30% sobre os salários. O acerto, segundo o movimento grevista, estabelece que, ao final dos três meses, o abono passará a ser pago como adicional de risco. Já a assessoria dos Correios disse que a proposta é de que, nesse prazo de 90 dias, será estudado se o adicional será definitivo e de que maneira. Também ficou acordado com os representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Atividades Correlatas (Fentect) que será instituído um grupo com representantes do Ministério das Comunicações, da ECT e dos empregados para discutir o Plano de Cargos e Salários, participação nos lucros e pagamento dos dias parados. Os funcionários alegam que, no ano passado, receberam entre R$ 600 e R$ 800, como participação nos lucros, mas em 2008 o valor pago foi R$ 250.O abono emergencial vinha sendo pago desde dezembro e foi suspenso em março, deflagrando o movimento grevista. O abono substituiu o adicional de periculosidade aprovado em lei votada pelo Congresso e vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o movimento grevista, a paralisação atingiu 21 Estados e o Distrito Federal, com cerca de 70% de adesão. Só em São Paulo os Correios entregam cerca de 11 milhões de correspondências e encomendas por dia.

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