Greve dos rodoviários prejudica 2 milhões no Rio

A greve dos trabalhadores rodoviários da Baixada fluminense e da região de Niterói, na região metropolitana do Rio, afeta mais de dois milhões de usuários, segundo informações do sindicato da categoria.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

30 Março 2012 | 12h23

Estão em greve os motoristas e cobradores das cidades de Maricá, Itaboraí, Tanguá, São Gonçalo e Niterói, prejudicando cerca de 1,4 milhão de passageiros, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói e Arraial do Cabo.

Já na região da Baixada Fluminense, entre oito e dez mil trabalhadores entraram em greve nas cidades de São João do Meriti, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo, Seropédica, Itaguaí e Nova Iguaçu, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Nova Iguaçu.

Segundo o sindicato, a cidade de Duque de Caxias já acertou o acordo com os empregadores, em 10% de aumento para os trabalhadores. Já o sindicato da categoria na cidade de Angra dos Reis terá uma assembleia na terça-feira, 3, para decidir sobre a adesão à paralisação, segundo o sindicato. Entre as reivindicações da classe, estão o reajuste de 16% no salário base e o aumento na cesta básica de 100%.

Barcas - Apesar da greve dos motoristas, a Barcas S/A não registrou volume maior de passageiros na travessia entre Niterói e Rio neste segundo dia de greve. Segundo informações da Barcas, até as 10h desta sexta-feira, a concessionária transportou 26.046 passageiros entre a Praça Araribóia, em Niterói, e a Praça XV.

Segundo dados da empresa, o número é 3% menor que o registrado no mesmo período da semana passada. Durante a operação do rush da manhã, duas viagens extras foram realizadas no trajeto. Já na linha seletiva de Charitas, a procura pelo serviço de catamarãs aumentou em 16%, se comparado à última sexta-feira, 23, de acordo com a Barcas. Foram realizadas três viagens extras para atender a demanda.

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