Greve em Santo Antônio continua; sem consenso em Jirau

Os trabalhadores das obras da usina hidrelétrica Santo Antônio resolveram manter a greve, após uma assembleia no canteiro da usina nesta segunda-feira, enquanto que na assembleia com trabalhadores na outra usina do rio Madeira, Jirau, não houve consenso.

REUTERS

26 Março 2012 | 15h20

"Os trabalhadores (em Santo Antônio) decidiram ficar paralisados e não concordaram com a antecipação de aumento salarial de 5 por cento oferecido pela empresa", disse o diretor do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), Raimundo Enelson.

"Em Jirau deu empate e os trabalhadores pediram para fazer votação secreta", acrescentou.

Outra assembleia ocorrerá ainda nesta segunda-feira no canteiro de Santo Antônio às 19 horas (horário local), com os funcionários do turno da noite, que iniciaram o movimento de paralisação naquela usina, segundo o Enelson.

Já em Jirau, o representante do sindicato disse que os trabalhadores esperam que a votação secreta sobre o fim ou manutenção da greve possa ocorrer na terça-feira.

Na terça-feira pela manhã também ocorrerá audiência conciliatória no Tribunal Regional do Trabalho da 14a Região, em Porto Velho, sobre a situação em Santo Antônio. A audiência que estava marcada para a última sexta-feira foi suspensa, para ser retomada após as assembleias desta segunda-feira, segundo o procurador do Trabalho Ruy Cavalheiro.

"O sindicato disse que não existe a intenção da categoria de paralisar as obras e que o que aconteceu foi uma iniciativa isolada de alguns trabalhadores, mas a gente não tem como endossar essa decisão", disse o procurador.

Os trabalhadores de Santo Antônio estão paralisados desde a última terça-feira (20), após a parada na usina hidrelétrica Jirau, que começou no dia 8.

As duas greves foram consideradas ilegais pela Justiça do Trabalho.

A usina hidrelétrica Santo Antônio, de 3.150 megawatts (MW),

tem entre seus controladores as empresas Furnas, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Cemig, e o fundo de investimento FIP Amazônia Energia.

Já a usina hidrelétrica Jirau, de 3.750 MW, tem entre os acionistas a GDF Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf.

Furnas, Eletrosul e Chesf são subsidiárias da Eletrobras.

(Por Anna Flávia Rochas)

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