Greve planejada de trabalhadores de saúde na Libéria pode prejudicar luta contra Ebola

Milhares de trabalhadores liberianos de saúde planejam começar uma greve por tempo indeterminado à meia-noite de segunda-feira que poderia prejudicar os esforços do país para impedir a propagação do vírus mortal Ebola e deixar centenas de pacientes sem atendimento.

REUTERS

12 de outubro de 2014 | 16h55

Os profissionais de saúde no país do oeste africano ameaçaram abandonar centenas de pacientes em unidades de tratamento de Ebola, clínicas e hospitais, se demandas por melhores incentivos, condições de trabalho e equipamentos de proteção não forem cumpridas.

Uma reunião para resolver as suas queixas em 10 de outubro terminou em um impasse, com o governo se recusando a atender suas demandas, disse George Williams, secretário-geral da Associação Nacional de Trabalhadores de Saúde da Libéria.

"O governo da Libéria não mudou sua postura. Eles não querem envolver-nos para que possamos conversar", disse Williams.

O vice-ministro da saúde da Libéria Matthew Flomo disse que o governo não tinha conhecimento dos profissionais de saúde que pretendem fazer greve.

"O que eu sei é que o governo chegou a um acordo com os trabalhadores de saúde para o seu pagamento", disse Flomo.

Mas Williams negou que os trabalhadores tivessem chegado a qualquer acordo com o governo. Ele acusou o governo de tentar dividir os trabalhadores.

Ele, no entanto, reconheceu que a greve possa prejudicar os ganhos que estão sendo feitos na luta contra o Ebola na Libéria, mas disse que eles estavam confiantes de que o público iria entender a razão por trás de sua ação.

A Libéria tem o maior número de infecções e mortes do pior surto da febre hemorrágica viral, que já matou 2.316 pessoas no pobre país do oeste africano.

(Por James Harding Giahyue)

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