Grevistas de universidades paulistas exigem negociação

Ao menos 300 funcionários das universidades estaduais paulistas se reuniram em ato público realizado na frente da reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nesta quarta-feira, para pedir a abertura de negociação com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) sobre salários dos trabalhadores em greve e punições ao movimento grevista, como descontos nos salários.

TATIANA FAVARO, Agência Estado

16 de junho de 2010 | 17h12

Segundo informou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, João Raimundo Kiko, o Fórum das Seis (entidade que reúne sindicatos de professores e funcionários das três universidades) aguarda resposta do Cruesp sobre uma possibilidade de receber a comissão de funcionários para negociação. "Não recebemos um não, mas a reunião ainda não foi marcada. Aguardamos um posicionamento mais claro", afirmou Kiko.

O ato foi pacífico, diferentemente do que ocorreu no dia 26 de maio, quando manifestantes quebraram uma porta de vidro e invadiram a reitoria da universidade. Segundo contagem dos sindicalistas, ao menos 800 pessoas passaram pelo local nesta quarta-feira e 30 se dispuseram a fazer vigília em frente à reitoria até esta quinta, enquanto aguardam uma resposta do Cruesp. A manifestação começou ao meio-dia e foi até 15h30. O Cruesp não havia se posicionado até as 16 horas sobre a possibilidade de receber representantes do Fórum das Seis.

Os trabalhadores estão em greve desde maio. Segundo afirmou o diretor do sindicato, a greve atinge 40% dos funcionários da Unicamp, com exceção da área da saúde. A universidade informou, por meio de assessoria, que as atividades de ensino, pesquisa e extensão e área de saúde estão funcionando normalmente.

Tudo o que sabemos sobre:
educaçãouniversidadegreveUnicamp

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.