Gripe: após revelar mortes, RS nega avanço de letalidade

Após confirmar cinco mortes de pessoas que tiveram Gripe A (H1N1) no Estado, o secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, avaliou hoje que as novas ocorrências não significam que houve aumento na letalidade da chamada gripe suína. Ele observou que o mês de julho é tradicionalmente o de maior mortalidade de doenças respiratórias no Estado e uma quantidade importante delas está relacionada à gripe, em seus vários tipos. Terra considerou que o fato de a epidemia de Gripe A estar sendo acompanhada praticamente em tempo real pelos meios de comunicação pode sugerir que esta gripe é mais grave que as demais.

SANDRA HAHN, Agencia Estado

16 Julho 2009 | 19h13

"Todas as gripes direta ou indiretamente causam mortes", disse Terra, ao explicar que a doença debilita o organismo, principalmente os pulmões, facilitando a instalação de bactérias. No ano passado o Estado teve cerca de 2,5 mil mortes por pneumonia. As doenças respiratórias são a terceira causa de mortes no Rio Grande do Sul, conforme o secretário.

Os cinco casos de mortes confirmadas hoje foram registrados em datas diferentes, mas os resultados laboratoriais foram recebidos somente nesta quinta-feira, observou Terra. Destes cinco, um teve relação com viagem confirmada e os demais, mesmo os que haviam viajado na época em que surgiu a doença, passam por investigação para apurar a origem da contaminação. Pelo volume de casos estimados no Estado e sua distribuição regional, o secretário considerou que provavelmente há circulação sustentada do vírus no Estado.

Os casos confirmados hoje são de mortes registradas nos dias 8, 10, 11, 15 e 16 de julho, dois deles em Passo Fundo, dois em Santa Maria e um em Uruguaiana. Destes cinco, dois eram de pessoas hipertensas, uma tinha diabetes e hipertensão e outra era obesa. Uma das vítimas não tinha condições anteriores que pudessem agravar o quadro. O secretário estimou que o Estado tenha mais de mil casos de pessoas atingidas pela gripe A. Ele ressaltou que em 99% dos casos registrados em todos os países não há necessidade de internação dos doentes.

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