Gripe aviária: África do Sul sacrificará 2 mil avestruzes

As autoridades da África do Sul anunciaram nesta quarta-feira que irão sacrificar cerca de 2 mil avestruzes para eliminar um surto de gripe aviária detectado no início deste mês, em uma fazenda do sul do país. James Kitching, veterinário-chefe da província de Western Cape, onde o surto foi detectado, informou que centenas de animais já foram sacrificados. O veterinário qualificou essa última cifra como "pequena", já que é equivalente ao número de animais que semanalmente entram em ummatadouro.A África do Sul, maior produtor mundial de carne de avestruz,abate anualmente cerca de 300 mil avestruzes, cerca de 80% do totalmundial. O setor gera 150 milhões de euros por ano em receitapara o país.A variante da gripe aviária, descoberta em uma fazenda próxima aopovoado de Mossel Bay, é a H5N2. Apesar de ser mortal para as aves,essa variante afeta muito pouco os seres humanos, ao contrário doH5N1.Em julho de 2004, foi descoberto outro surto de gripe aviária eas exportações foram interrompidas até agosto de 2005, quando aepidemia foi controlada. As perdas chegaram a 75 milhões de euros.Em 7 de julho passado, após a descoberta de um novo surto, aUnião Européia proibiu as importações de avestruzes vivas, ovos,carne e outros produtos dessas aves, procedentes da área afetadapela gripe aviária, mas não do resto do país.A carne de avestruz é muito apreciada no mercado europeu, devidoa seu baixo teor de colesterol. As autoridades esperam sacrificar todas as aves potencialmente afetadas pelo vírus até o final desta semana, acrescentou o veterinário-chefe de Western Cape.Atualmente, há mais de 500 fazendas em toda a África do Sul, e aindústria emprega cerca de 20 mil trabalhadores.

Agencia Estado,

19 de julho de 2006 | 16h42

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