Gripe suína: rodoviárias não têm controle de quem chega

Enquanto o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomendam evitar viajar para o Chile, Argentina e países da América do Sul por causa do risco de contágio pelo vírus da gripe suína, a doença pode entrar no País por terra sem conhecimento das autoridades. No Terminal Rodoviário do Tietê, na zona norte, o maior da América Latina, com circulação de 90 mil pessoas por dia, passageiros vindos do Chile e da Argentina não passam pelo controle do órgão de saúde nem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quando desembarcam na capital paulista.

AE, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 08h19

Segundo a Socicam, que administra os três terminais rodoviários da capital, passageiros vindos da Argentina e do Chile desembarcam em São Paulo e seguem para seus destinos sem preencher formulários ou deixar seus respectivos contatos com as autoridades. Só em maio deste ano chegaram ao Tietê 51 ônibus vindos da Argentina e outros 12 do Chile. Na manhã de ontem, às 4h30, chegou um ônibus que saiu de Buenos Aires. A empresa responsável pela linha não informou o número de passageiros.

A Secretaria de Estado da Saúde afirmou que estuda realizar ações nos terminais de via terrestre. Já a Anvisa disse que o controle por terra será feito nas fronteiras por meio do preenchimento da Declaração de Saúde do Viajante (DSV), a mesma que aqueles que viajam de avião preenchem. Mas passageiros que chegaram ontem no Aeroporto Internacional de Guarulhos da Argentina e do Chile nem receberam o papel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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