Fabio Motta/ Estadão
Fabio Motta/ Estadão

Grupo de 50 pessoas defende golpe militar em ato no Rio

Organizada pelo Movimento Resistência RJ, manifestação tem hino da Polícia Militar e pede deposição da presidente Dilma Rousseff

VINICIUS NEDER, O Estado de S. Paulo

28 de março de 2015 | 16h13

RIO - Cerca de 50 pessoas participam neste momento de um ato a favor de um golpe militar para depor o governo Dilma Rousseff, no Centro do Rio. O protesto, organizado por um grupo intitulado Movimento Resistência RJ, partiu por volta de 15h30 da Igreja da Candelária, pela Avenida Presidente Vargas, numa marcha até o Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, ao lado da estação Central do Brasil. 

"Somos inteligentes, somos a direita, não vamos cair na provocação de ninguém. Somos a caravana: os cães ladram e a caravana passa", afirmou Luiz Eduardo Oliveira, corretor de imóveis e militar reformado, um dos organizadores do protesto, em discurso pouco antes do início da marcha.

Ao fim do trajeto, já chegando no Palácio Duque de Caxias, por volta de 16h30, houve uma confusão envolvendo dois homens que acusaram os manifestantes de fascistas. A Polícia Militar interviu e retirou um dos homens numa viatura.

O grupo se diz apartidário e defende a intervenção militar. O ato usa um carro de som, que tocou hinos - como o Hino da Polícia Militar do Rio de Janeiro -, músicas e amplifica palavras de ordem. 

Pouco antes de a marcha começar, um discurso gravado defendia que uma intervenção militar seria a única saída para "moralizar a política", combater a corrupção, em um "governo de transição para fazer a limpeza". Depois, segundo discurso, seriam realizadas "eleições limpas", sem o voto proporcional.

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