Grupo faz protesto contra violência em favela do Rio

O Rio de Paz, grupo conhecido por realizar protestos contra a violência na praia de Copacabana, lembrou os assassinatos em uma favela da cidade nesta segunda-feira.

REUTERS

02 de novembro de 2009 | 16h12

O grupo levou seu "placar da violência" para a favela Mandela de Pedra, em Manguinhos, local onde o jovem Rafael Rocha Ribeiro, de 15 anos, foi morto por bala perdida no dia 28 de outubro. Uma faixa foi colocada na favela, lembrando o número de assassinatos.

"Nosso propósito é dar voz àqueles que não têm voz, porque pessoas nessas comunidades são assassinadas todos os dias e não têm a quem recorrer", disse o diretor-executivo do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa.

Segundo o Rio de Paz, 20 mil pessoas sofreram morte violenta entre janeiro de 2007 e setembro de 2009. No protesto, crianças carregaram cruzes: cada uma representava mil mortes decorrentes da violência.

Costa também lembrou que apesar de o Rio ter sido escolhido para sediar a Olimpíada de 2016, a realidade das comunidade pobres não pode ser negligenciada.

"Quem vem num lugar como este não pode permitir que estádios de futebol sejam construídos antes da construção de hospitais, escolas, e que sejam dadas condições dignas de moradia para as pessoas pobres", afirmou.

No Rio, nas últimas semanas, mais de 40 pessoas morreram vítimas de uma onda de violência, especialmente na zona norte, com enfrentamentos intensos entre traficantes fortemente armados e a polícia.

Os confrontos entre policiais e facções criminosas rivais tiveram início no dia 17 de outubro, quando um helicóptero da Polícia Militar que dava apoio a uma operação no Morro dos Macacos, na zona norte, foi abatido a tiros por traficantes. Três policiais que estavam na aeronave morreram.

(Reportagem de Reuters TV)

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