Grupo que trocou teto da Renascer não tem registro no Crea

Próprio conselho investigou e informou que Etersul não é registrada; igreja afirmou desconhecer informação

Elvis Pereira, estadao.com.br

20 Janeiro 2009 | 17h12

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) revelou nesta terça-feira, 20, que a empresa responsável pela troca de telhas do teto da sede da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, centro da capital, não possui registro no órgão. Segundo o Crea-SP, o registro obrigatório para os profissionais e empresas que executam obras está previsto em lei.    Veja também: Chuva aumenta risco de muro de igreja cair Projeto de demolição do templo deve sair até sexta Divulgada identidade da 9ª vítima do acidente na Renascer Igreja desabou por falta de manutenção, dizem técnicos Casal Hernandes pode voltar ao Brasil em junho Igreja usa mídia própria para falar em 'milagre' Interdição no entorno da Renascer deixa 15 pessoas desalojadas Igreja Renascer divulga lista das vítimas do desabamento  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer    A igreja afirmou desconhecer que a Etersul Coberturas e Reformas não contasse com o registro. No último trimestre do ano passado, a empresa foi a responsável pela troca das telhas do templo. Segundo a Renascer, a obra durou cerca de 70 dias e não abrangeu serviço na estrutura da cobertura. Procurada, a Etersul informou que se pronunciará "oportunamente" sobre o caso.Nesta tarde, a Renascer anunciou que está sendo elaborado o projeto de demolição do que restou da sede da igreja, no Cambuci, no centro de São Paulo, após o desabamento do teto do imóvel, no domingo. O plano para iniciar a obra será apresentado à Prefeitura e, a partir daí, uma empresa contratada pela Renascer fará a demolição. "Acreditamos que até o final dessa semana esse assunto estará decidido", informou a igreja, em nota. Os trabalhos do Instituto de Criminalística (IC) estão condicionados a esse processo. Como existe o risco de novos desabamentos, os peritos aguardam a contratação da empresa que fará a demolição para voltar a avaliar o local do acidente. Segundo o IC, até agora, três peritos estiveram no terreno no dia do desastre, que deixou 9 mortos e mais de 100 feridos, e na segunda-feira. Oito casas e os fundos de uma loja de roupas tiveram de ser interditados, em razão da inclinação de um muro do templo.

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