Grupo rebelde sudanês liberta 31 pessoas de Darfur sequestradas

Rebeldes sudaneses libertaram 31 habitantes de Darfur que estavam a caminho de uma conferência para pessoas deslocadas pela guerra de uma década que assola a região e que eles haviam sequestrado há uma semana, disse no sábado o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Reuters

30 de março de 2013 | 18h24

O conflito toma conta de Darfur desde 2003, quando rebeldes principalmente não árabes, pegaram em armas contra o governo de liderança árabe, acusando-o de marginalizar a região política e economicamente.

A violência diminuiu desde que atingiu seu auge em 2003 e 2004, mas uma onda de violência forçou mais de 130 mil pessoas a fugirem de suas casas desde o começo do ano, de acordo com a ONU.

Na semana passada, a missão internacional de paz UNAMID disse que um grupo armado tinha sequestrado 31 residentes de Darfur, que as forças de manutenção da paz estavam escoltando em três ônibus. Os sequestradores os levaram para um local desconhecido.

No sábado, o comitê disse que uma facção do Exercito de Libertação do Sudão (SLA), um dos principais grupos rebeldes de Darfur, libertou os homens e os entregou para a Cruz Vermelha, de acordo com um comunicado.

O SLA não estava disponível para comentar o assunto, e nenhum outro detalhe sobre o incidente que aconteceu em uma área fronteiriça entre Darfur Central e Darfur do Sul estava disponível.

O presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir é procurado pelo tribunal penal internacional por acusações de genocídio e crimes de guerra em Darfur.

O Sudão se recusa a reconhecer o tribunal, e diz que ele é tendencioso contra os líderes que não aceitam se submeterem às potências ocidentais.

Em 2008, a ONU disse que cerca de 300 mil pessoas podem ter morrido na guerra de Darfur, um número que alguns ativistas dizem que é muito baixo. O governo estimou que o número de mortos seja de cerca de 10 mil pessoas.

(Reportagem de Ulf Laessing no Cairo e Stephanie Ulmer-Nebehay, em Genebra)

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