Grupos do MST de Rainha iniciam marchas no Pontal

Marcha, com três frentes, é um protesto contra 'lentidão' do governo estadual em assentar famílias

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agencia Estado

23 Julho 2008 | 10h46

Grupos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ligados a José Rainha Júnior caminham desde a manhã desta quarta-feira, 23, por rodovias do Pontal do Paranapanema em direção a Presidente Prudente, a 580 quilômetros de São Paulo. A marcha, com três frentes, é um protesto contra a suposta lentidão do governo estadual em assentar famílias nas áreas já arrecadadas para a reforma agrária e contra o projeto de regularização das terras do Pontal.     Veja também:MST de PE ocupa sedes do Incra em Recife e Petrolina MST realiza marcha no RS para assentar 2 mil famílias Após invasão em 7 Estados, MST ocupa sede do Incra no PontalO líder caminhou à frente do grupo que saiu às 6 horas de Santo Anastácio e seguiu pela margem da rodovia Raposo Tavares em direção a Presidente Bernardes, onde haverá o pernoite. São cerca de 200 sem-terra com faixas e bandeiras do MST. Viaturas da Polícia Rodoviária acompanharam a marcha e o trânsito na rodovia fluiu normalmente. Outros grupos saíram no mesmo horário de Tarabai e Mirandópolis. O grupo de Tarabai tem à frente a mulher de Rainha, Diolinda Alves de Souza. Na chegada a Presidente Prudente, sexta-feira, será realizado um ato público na praça da Catedral.Militantes do MST invadiram na manhã da última terça duas agências regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no interior de São Paulo - em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, e em Araraquara. Outro grupo, com 60 integrantes, ocupou a agência da Nossa Caixa em Presidente Prudente. As ações fazem parte da nova jornada nacional de luta do MST, iniciada na segunda-feira, para cobrar do governo federal mais rapidez na reforma agrária.No Rio Grande do Sul, cerca de 600 assentados e acampados do MST na região do município de Nova Santa Rita, a 30 quilômetros de Porto Alegre, iniciaram uma marcha, também com o intuito de chamar a atenção para a lentidão da reforma. A jornada deve prosseguir durante toda a semana. Amanhã, dirigentes e advogados do MST vão anunciar em São Paulo que recorrerão à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) contra as ações do Ministério Público no Rio Grande do Sul.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.