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Grupos saem em defesa das manifestação contra tarifa

Partidos de esquerda, movimentos sociais e entidades estudantis saíram nesta sexta-feira em defesa das manifestações contra o reajuste da tarifa do transporte público nas principais capitais do País e "exigiram" a libertação dos chamados "presos políticos". Os manifestos divulgados nesta tarde repudiam a ação da Polícia Militar (PM) de São Paulo, onde os conflitos deixaram dezenas de feridos, e atacam o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 18h48

"A PM do Estado de São Paulo, controlada pelo PSDB, mantém os métodos que desenvolveu na ditadura militar, reprimindo manifestações, efetuando prisões políticas de cidadãos e estimulando tumultos, inclusive com infiltrações para desmoralizar a luta e organização popular", diz o manifesto subscrito por 19 entidades e legendas, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Pastoral da Juventude, Juventude da Central Única dos Trabalhadores (JCUT), Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Juventude do PT de São Paulo (JPT/SP) e PSTU.

"Não podemos esperar um comportamento democrático de uma PM liderada pelo PSDB que, em janeiro de 2012, mobilizou helicópteros, carros blindados e 2 mil soldados do Batalhão de Choque para fazer a reintegração de posse violenta de 1.600 famílias que viviam desde 2004 no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (97 quilômetros da capital paulista)", acrescenta a nota distribuída pela assessoria do MST. As entidades culpam a PM por desrespeitar o direito de manifestação dos paulistanos e diz que a violência foi causada por policiais que "provocam" e "agridem os cidadãos".

Ao atacar o governo de São Paulo e poupar das críticas a Prefeitura da capital, governada pelo PT, o manifesto aponta a lentidão da ampliação do transporte público na cidade e a má qualidade das conduções. "A legitimidade do protesto dos jovens contra o aumento das tarifas não pode ser desmoralizada por causa de ações equivocadas de uma minoria, que, infelizmente, não compreende que a sociedade está do lado daqueles que querem transporte barato e de qualidade para a população de São Paulo", ressalta o texto. "Os paulistanos perdem horas e horas todos os dias dentro de um carro ou ônibus parados no trânsito ou de um vagão de metrô e trem lotados. Horas que poderiam ser destinadas para ficar com a família ou para cultura, esporte e lazer, das quais são privados por causa de uma clara opção que privilegia o transporte privado e individual em detrimento do público e coletivo", emenda.

Já a nota divulgada pela liderança do Psol na Câmara dos Deputados fala em repúdio à violência policial e destaca a insatisfação popular com o transporte. "Governantes da turma do ''prende e arrebenta'' não entendem que a revolta causada por ficar até seis horas numa condução de péssima qualidade que consome um terço do salário é o motivo do apoio popular às manifestações", afirma a sigla. A agremiação chama o governos do Estado e a administração municipal de "totalitários" e os acusa de não saber conviver com a divergência.

De acordo com o PSOL, a isenção das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) deveria ser suficiente para impedir os reajustes. "É um absurdo que, mesmo com essas vantagens tributárias, os empresários reajustem as tarifas do transporte coletivo com a anuência dos prefeitos e governadores", critica o partido.

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