Guaratinguetá e Itararé-SP estudam racionar água

Mais duas cidades do interior de São Paulo podem adotar o racionamento para não deixar a população totalmente sem água. Em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, embora o ribeirão que abastece o município ainda esteja com bom nível, o sistema de abastecimento não é suficiente para atender toda a população - 112.684 habitantes.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

07 de fevereiro de 2014 | 18h40

"Houve aumento no consumo e o problema está sendo levar a água até o reservatório geral", disse o diretor do Serviço de Água e Esgoto, Laércio Andrade. De acordo com Andrade, os moradores enfrentam o desabastecimento porque não foram feitos os investimentos necessários nas gestões anteriores. Os bairros Santa Maria, Patury e Pedreira são os mais afetados.

Em Itararé, no sudoeste do Estado, o volume de água na represa do Ribeirão Três Barras e no Rio Itararé, onde são feitas as captações, está 50% abaixo do normal. Os dois reservatórios, que armazenam 2,5 milhões de litros de água para distribuir à população, estão vazios. A estação de tratamento opera com apenas metade da capacidade. A água já passou a ser distribuída em sistema de rodízio. Na região, nos últimos quatro meses, as chuvas tornaram-se escassas e até cachoeiras que atraíam turistas estão secas.

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